Muitas pessoas não se relacionam por não aceitar as diferenças do outro ou por medo de rejeição. Mas para haver comunhão sincera temos que correr o risco de nos expor.
Os valores da sociedade hoje estão empregados na independência e no individualismo. Nunca se viu pessoas tão solitárias apesar da modernidade nos oferecer meios práticos e rápidos para nos relacionarmos, até mesmo virtualmente. O mal desse século é que as pessoas têm medo de se relacionar.
Pabline Rodrigues, de Rio Verde (GO), Klévys Silva, de Miracema (TO) e Alicia Mitt, de Porto Alegre (RS): comunhão além das diferenças regionais.
A igreja existe com o objetivo de formar essa comunhão autêntica que tanto nos faz falta na sociedade secular. Isso acontece quando as pessoas são verdadeiras sobre quem são e sobre o que está acontecendo em sua vida. Infelizmente, até mesmo nas igrejas, vemos que as pessoas têm dificuldade de lidar com diferentes personalidades e culturas e preferem não se envolver. Rick Warren afirma em seu livro Uma Vida com Propósitos que “muitas vezes, em vez de uma atmosfera de honestidade e humildade, há uma conversação fingida, representada, superficialmente educada. As pessoas vestem máscaras, mantêm a guarda levantada e agem como se tudo em sua vida fosse positivo. Essas atitudes são a morte da verdadeira comunhão”.
Um dos objetivos da Campanha 40 Dias de Propósitos é estabelecer um ambiente onde as pessoas possam desenvolver um relacionamento de confiança e crescimento. A irmã Deise de Paula, coordenadora dos pequenos grupos da campanha falou do individualismo existente na igreja e como os pequenos grupos vão influenciar a comunhão. Ela disse: - “As pessoas não se relacionam porque têm medo de mostrar o lado “não agradável”. Usamos máscaras que nos são impostas desde o berço, por exemplo: homens não choram, por isso não procuramos comunhão. Existe um método nos pequenos grupos que faz as pessoas quererem compartilhar suas experiências. O livro mexe com os valores delas durante a semana, gera inquietação e estimula o compartilhar em grupo. O próprio ambiente criado nos pequenos grupos ajuda a pessoa a criar coragem para falar e a timidez é vencida. O grupo gera vínculo, as pessoas perdem o medo e se mostram mais”.
“Todos nós, independente da diferença, temos necessidade de conhecer os propósitos de Deus e essa é a corrente que nos liga”
A idéia de se ter vários grupos na igreja com um número reduzido de pessoas é positivo porque gera intimidade e confiança. Deise disse que as diferenças de idade, sexo e cultura não atrapalham o grupo e acrescentou: - “Quanto mais diferente melhor! Você tem um ambiente mais rico (crentes, não-crentes, idosos, crianças, jovens..). Todos nós, independente da diferença, temos necessidade de conhecer os propósitos de Deus e essa é a corrente que nos liga”. A comunhão autêntica exige coragem e humildade, significa enfrentar seu medo de exposição e rejeição. E essa é a única maneira de crescer espiritualmente e criar vínculo duradouro com os irmãos.Jéssica Iane
Palmas, Tocantins

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