02 outubro 2006

Criados para viver em comunhão

Muitas pessoas não se relacionam por não aceitar as diferenças do outro ou por medo de rejeição. Mas para haver comunhão sincera temos que correr o risco de nos expor.

Os valores da sociedade hoje estão empregados na independência e no individualismo. Nunca se viu pessoas tão solitárias apesar da modernidade nos oferecer meios práticos e rápidos para nos relacionarmos, até mesmo virtualmente. O mal desse século é que as pessoas têm medo de se relacionar.

40 Dias de Propósitos
Pabline Rodrigues, de Rio Verde (GO), Klévys Silva, de Miracema (TO) e Alicia Mitt, de Porto Alegre (RS): comunhão além das diferenças regionais.
Rick Warren diz: “Mesmo no mais perfeito e imaculado ambiente do Éden, Deus disse: Não é bom que o homem esteja só”. Fomos criados para viver em comunidade, moldados para o companheirismo e formados para uma família; e nenhum de nós pode cumprir os propósitos de Deus e alcançar felicidade sozinho ou sem ajuda.
A igreja existe com o objetivo de formar essa comunhão autêntica que tanto nos faz falta na sociedade secular. Isso acontece quando as pessoas são verdadeiras sobre quem são e sobre o que está acontecendo em sua vida. Infelizmente, até mesmo nas igrejas, vemos que as pessoas têm dificuldade de lidar com diferentes personalidades e culturas e preferem não se envolver. Rick Warren afirma em seu livro Uma Vida com Propósitos que “muitas vezes, em vez de uma atmosfera de honestidade e humildade, há uma conversação fingida, representada, superficialmente educada. As pessoas vestem máscaras, mantêm a guarda levantada e agem como se tudo em sua vida fosse positivo. Essas atitudes são a morte da verdadeira comunhão”.

Um dos objetivos da Campanha 40 Dias de Propósitos é estabelecer um ambiente onde as pessoas possam desenvolver um relacionamento de confiança e crescimento. A irmã Deise de Paula, coordenadora dos pequenos grupos da campanha falou do individualismo existente na igreja e como os pequenos grupos vão influenciar a comunhão. Ela disse: - “As pessoas não se relacionam porque têm medo de mostrar o lado “não agradável”. Usamos máscaras que nos são impostas desde o berço, por exemplo: homens não choram, por isso não procuramos comunhão. Existe um método nos pequenos grupos que faz as pessoas quererem compartilhar suas experiências. O livro mexe com os valores delas durante a semana, gera inquietação e estimula o compartilhar em grupo. O próprio ambiente criado nos pequenos grupos ajuda a pessoa a criar coragem para falar e a timidez é vencida. O grupo gera vínculo, as pessoas perdem o medo e se mostram mais”.

“Todos nós, independente da diferença, temos necessidade de conhecer os propósitos de Deus e essa é a corrente que nos liga”
A idéia de se ter vários grupos na igreja com um número reduzido de pessoas é positivo porque gera intimidade e confiança. Deise disse que as diferenças de idade, sexo e cultura não atrapalham o grupo e acrescentou: - “Quanto mais diferente melhor! Você tem um ambiente mais rico (crentes, não-crentes, idosos, crianças, jovens..). Todos nós, independente da diferença, temos necessidade de conhecer os propósitos de Deus e essa é a corrente que nos liga”. A comunhão autêntica exige coragem e humildade, significa enfrentar seu medo de exposição e rejeição. E essa é a única maneira de crescer espiritualmente e criar vínculo duradouro com os irmãos.
Jéssica Iane
Palmas, Tocantins

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